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Chapa 3 é a voz do participante no debate da Funcef 2018

28/03/2018

Os candidatos da Chapa do Participante reafirmaram o compromisso com o participante no debate para as eleições, promovido hoje (27/03) pela Funcef. As eleições ocorrem de 2 a 4 de abril para membros da Diretoria Executiva e Conselhos Deliberativo e Fiscal.

 

A Chapa reafirmou o compromisso de defender os direitos de todos os participantes e de lutar por uma Caixa 100% pública. A Chapa 1 não participou do debate.

 

Pela manhã, no debate para a Diretoria Executiva, participaram os candidatos Fabiana Matheus e Alvaro Hall.

 

 

Redução de Meta Atuarial

 

O candidato Álvaro Hall explicou que uma das prioridades da Chapa do Participante é rever a redução Meta Atuarial, imposta pela atual gestão, que tirou 10%, em média, do benefício futuro dos participantes do REB e Novo Plano. “A Previ estuda fazer redução da Meta Atuarial em momento de superavit. Não se faz redução em momento de deficit, como fez a atual diretoria, porque só penaliza o participante”, defendeu.

 

Política de Investimento

 

Fabiana Matheus criticou a postura adotada pela atual diretoria em concentrar seus investimentos em renda fixa. “A política de investimentos da Funcef hoje é extremamente conservadora, calcada em títulos públicos. Precisamos adequar os investimentos à realidade dos planos”, ressaltou a candidata Fabiana Matheus que explicou ser a diversificação dos investimentos a melhor solução para acabar com o déficit.

 

Contencioso

 

O contencioso também foi um tema recorrente no debate entre as duas chapas. A Chapa do Participante reafirmou sua posição de cobrar a dívida da Caixa, uma vez que o contencioso é a maior causa isolada do deficit para todos os planos de benefícios. “O contencioso é a dívida trabalhista que Caixa terceiriza para a Funcef. A Funcef não cobra. E não vamos continuar pagando essa conta da Caixa. É um desrespeito aos direitos do trabalhador”, afirmou Fabiana.

 

Incorporação do REB ao Novo Plano

 

Sobre a incorporação do REB ao Novo Plano, a Chapa do Participante afirmou que vai aplicar a solução apresentada pela Funcef em mesa de negociação em 2014 e que foi abandonada pela atual gestão.

 

Direitos

 

A Chapa do Participante explicou que o Fundo de Revisão de Benefícios buscou a recuperação do benefício de participantes que estavam há 8 anos sem reajuste e que só pode ocorrer quando há superávit, portanto, não pode ser considerado causa do déficit. “Vamos brigar pela manutenção do FRB – que é um mecanismo de aumento real para o participante. Quem é contra o FRB, está a favor de devolver o dinheiro pra Caixa”, afirmou Fabiana Matheus.

 

Debate – Conselhos Deliberativo e Fiscal

 

O debate da tarde foi entre os candidatos aos conselhos Deliberativo e Fiscal. Os temas semelhantes aos da manhã. A Chapa 1 também não participou do debate.

 

Nossos candidatos afirmaram o compromisso em defesa do participante “Nossa chapa tem no DNA a luta pelos trabalhadores da Caixa e participantes da Funcef”, disse Carlos Augusto, o Pipoca, nosso candidato ao Conselho Fiscal.

O tema equacionamento e paridade foram debatidos pelos candidatos. Em 2 anos, já são 3 planos de equacionamento para participantes do plano Saldado e 2 para Não Saldado. A Chapa ressaltou que a metodologia adotada está equivocada desde o início: primeiro pelo mínimo, acumulando resquícios do deficit. Depois pelo máximo, sem aumento do prazo. “Nossa proposta é rever, imediatamente, metodologia do equacionamento para que não prejudique ainda mais os participantes”, afirmou Valter San Martin.

Carlos Augusto defendeu uma solução coletiva para todos os participantes do REB e não soluções individuais, embora a chapa respeite as escolhas individuais de cada participante. Ele chamou a atenção para a necessidade de retomar a discussão da incorporação desses participantes ao Novo Plano. A proposta de incorporação chegou a ser apresentada pela própria Funcef, mas atualmente está parada, ainda sem solução.

Valter San Martin afirmou que “atual diretoria nunca fez nada para cobrar o contencioso, embora tenha contratado uma consultoria a preço de ouro, nós pagamos, e até hoje não sabemos o real valor do que já foi pago por nós, participantes. A nossa chapa tem compromisso de apresentar voto para cobrar o contencioso da Caixa. ”

Carlos Augusto explicou que a redução da meta atuarial parece ser a busca de uma zona de conforto, ou uma espécie de equacionamento, mas sem a participação da patrocinadora. “Você que já fez simulação da projeção de seu benefício, repita essa simulação após a redução da Meta Atuarial, terá uma surpresa desagradável. Vão ver que há uma redução, em média, de 10% na projeção do benefício futuro. É praticamente um crime contra as pessoas fazer essa redução”, concluiu”. Ele disse que a Chapa do Participante vai rever a redução da meta e incluir o participante nas decisões estruturantes acerca de seus planos.

O FRB, mecanismo que divide com os participantes o excedente à meta atuarial, também foi defendido pela Chapa do Participante. “Culpar o benefício como causador do deficit é culpar o participante pelo deficit da Funcef”.