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Participantes pagam a conta por aumento do deficit, baixa rentabilidade e redução da meta

28/03/2018

Eleitos encerram gestão da Funcef com deficit 50% maior, mesmo com pagamento de equacionamentos

Eleitos com a meta prioritária de reversão do deficit, “possibilitando implementar revisão de benefício aos assistidos”, os atuais eleitos da Funcef, entregaram um deficit de R$ 6,57 bilhões aos participantes, cerca de 50% maior do que quando assumiram, em junho de 2014, mesmo com equacionamentos que já transferem para o bolso do participante, uma conta de mais de R$10,6 bilhões. Os resultados foram apresentados hoje na Funcef e estão disponíveis aqui (https://goo.gl/S1SFnQ).

O DESEQUILÍBRIO DOS PLANOS

A política de investimento adotada pela gestão fez o deficit crescer em todos os planos, em 2017. O plano que apresentou maior prejuízo foi o REG/Replan Saldado, com R$ 4,2 bilhões, ainda que seus participantes estejam pagando uma equacionamento de mais de R$9 bilhões.

O segundo maior déficit foi do REB, com R$ 878 milhões.

No Não Saldado, que também já paga dois equacionamentos no valor total de R$ 1,658 bilhão, ainda houve déficit de R$481 milhões.

O Novo Plano apresentou o menor déficit, com R$ 59 milhões, porém o plano também sofre perdas futuras, de 10% em média, decorrente da redução da meta atuarial.

EQUACIONAMENTO PAGOU PARTE DEFICIT

O déficit só não ficou maior porque a conta que cada participante paga pelo equacionamento reduziu o valor de 2017em R$ 10,7 bilhões.

A verdade é que o deficit acumulado em 2017 seria de R$ 17,2 bilhões (12/2017), considerado total até 2016, de R$ 12,4 bilhões, mais R$ 4,7 bilhões do ano de 2017.

O valor de R$ 17,2 bilhões ficou menor porque os equacionamentos do Saldado e no Não Saldado, R$ 10,7 bilhões foram retirados da conta do deficit, totalizando  R$ 6,5 bilhões.

PEDALADA NO CONTENCIOSO

O Contencioso, maior fator isolado do deficit da Funcef, encolheu em quase R$1 bilhão porque houve uma reclassificação contábil dos valores que passaram de perdas prováveis para perdas possíveis, cuja contabilização não é obrigatória. As perdas possíveis só devem ser citadas em notas.

RENDA FIXA TEM DESEMPENHO PIOR DO QUE EMPRÉSTIMOS DO CREDPLAN

A política de investimento da atual gestão da Funcef, concentrada em renda fixa, foi responsável por perdas significativas dos planos, em 2017.

Caso fosse mais diversificada e aproveitasse as oportunidades do mercado poderia ter poupado milhares de participantes dos prejuízos atuais.

Os investimentos em Renda Fixa tiveram pior desempenho se comparados com a rentabilidade das operações com participantes, como CREDPLAN, na qual a Funcef ganha com os empréstimos aos próprios participantes.

 

INVESTIMENTOS ESTRUTURADOS FORAM OS MAIS RENTÁVEIS

Os investimentos estruturados foram os mais rentáveis. Eles alcançaram melhor rentabilidade em todos os planos. No Novo Plano, alcançou rentabilidade de 36,53%, batendo qualquer outra aplicação durante 2017.

 

RENDA VARIÁVEL ALCANÇOU RENTABILIDADE EXPRESSIVA

Os investimentos em Renda Variável também tiveram ganhos expressivos em 2017, em todos os planos. A melhor rentabilidade foi de 21,19% no Novo Plano e a menor foi de 13,54%, no Saldado. O desempenho das aplicações em Renda Variável é melhor do que os de Renda Fixa e de Operações com Participantes em todos os planos.